terça-feira, 13 de março de 2012

SEMANA DA POESIA 19 a 23 de Março

TEMPO DE POESIA

Todo o tempo é de poesia
Desde a névoa da manhã
À névoa do outro dia.

Desde a quentura do ventre
À frigidez da agonia.

Todo o tempo é de poesia.

Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas que a amar se consagram.

Sob a cúpula sombria
Das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
Da celeste alegoria.

Todo o tempo é de poesia.
Desde a arrumação do caos
À confusão da harmonia.
António Gedeão
In POESIAS COMPLETAS (1956-1967)


JARDIM DE ÁGUAS FÉRREAS VISITA A BIBLIOTECA

Os alunos das salas de 4 e 5 anos do Jardim de Infância de Águas Férreas foram visitar a Biblioteca da ESCOLA BÁSICA IRENE LISBOA, sede do agrupamento de Escolas Irene Lisboa.


Tiveram uma surpresa à sua espera!

Foi lida e projectada a história de “MARIA FLOR VAI VER O MAR” de Alves Redol.

A leitura da história esteve a cargo de Inês Gregório que a todos espantou com as vozes da RÃ, do SOL do Boi, do PAU e da MARIA FLOR .
 À Inês muito agradecemos pela sua colaboração na animação da Biblioteca.

A COLOCAÇÃO DA VOZ NA LEITURA EM VOZ ALTA

No passado dia 17 de Fevereiro de 2012, no âmbito das actividades de “A ESCOLA EM DIÁLOGO COM…”, desenrolou-se, na Biblioteca da ESCOLA BÁSICA IRENE LISBOA, uma oficina de “COLOCAÇÃO DE VOZ” na leitura em voz alta, que teve como público alvo alunos e professores desta escola e foi dinamizada por Inês Gregório



Foi surpreendente para a maioria dos participantes a forma como se conseguem fazer projectar sons tão diferentes quando se usam diferentes partes do corpo!

sexta-feira, 9 de março de 2012

IRENEU

O JORNAL DO AGRUPAMENTO 
DE ESCOLAS IRENE LISBOA
 

SAIU NA SEMANA DA LEITURA

PODES CONSULTÁ-LO AQUI!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Semana da Leitura 2012 e Concurso «Eu Conto!»

O Concurso «Eu conto!» é uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura, em parceria com o Banco Popular, que se enquadra na 6ª Edição da Semana da Leitura e que tem como temática central 
 COOPERAÇÃO/ SOLIDARIEDADE                  REGULAMENTO

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Faça Lá um Poema

No intuito de incentivar o gosto pela leitura e pela escrita de poesia, o Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém, numa iniciativa conjunta, convidam todas as escolas do país, públicas ou privadas, do 1º Ciclo ao Ensino Secundário, a participar no Concurso de Poesia Faça lá um Poema.
Para participar até dia 24 de Fevereiro


2012 ANO INTERNACIONAL DA ENERGIA SUSTENTÁVEL PARA TODOS

A Organização das Nações Unidas – ONU escolheu 2012 para ser o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos [International Year of Sustainable Energy for All]. 
O objetivo desta escolha é viabilizar e fomentar as discussões sobre o acesso, o uso consciente e geração de energia sustentável.
Dados da ONU mostram que 
mais de 1, 4 biliões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a energia, o que, segundo a própria organização, acarreta problemas de:
saúde, déficit educacional, destruição ambiental e, até mesmo, atraso económico.

A iniciativa das Nações Unidas pretende atrair a atenção mundial para a importância da energia para o desenvolvimento e a redução da pobreza. 
Neste sentido é que ela desenvolveu objetivos que devem ser atingidos ate 2030:

Garantir acesso universal a serviços modernos de energia;

• Dobrar a taxa de melhoria da eficiência energética;

• Duplicar a quota de energias renováveis no setor energético global.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

DIA DE REIS

Os alunos da turma 6ºD, acompanhados pela professora Dolores Aparício, recitaram o poema de Antonio Gedeão:

 "Hoje é dia de ser bom!"







6 DE JANEIRO

 JANEIRAS

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Janeiras

Natal, Ano Novo, Reis
 e cantam-se as janeiras

Escritores famosos recolheram quadras de Janeiras, foi o caso de Vitorino Nemésio (1901 - 1978)

Ó de casa, alta nobreza,
Mandai-nos abrir a porta,
Ponde a toalha na mesa
Com caldo quente da horta!


Teni, ferrinhos de prata,
Ao toque desta sanfona!
Trazemos ovos de prata
Fresquinhos, prá vossa dona.


Senhora dona de casa,
À ilharga do seu Joaquim,
Vermelha como uma brasa
E alva como um jasmim!


Vimos honrar a Jesus
Numas palhinhas deitado:
O candeio está sem luz
Numa arribana de gado.


Mas uma estrela dianteira
Arde no céu, que regala!
A palha ficou trigueira,
Os pastorinhos sem fala.
(...)
Já as janeiras vieram,
Os Reis estão a chegar,
Os anos amadurecem:
Estamos para durar!
(...)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

CONTOS DE NATAL NA BIBLIOTECA

Participaram alunos das turmas 5ºB, 5ºC, 5ºE, 6ºD, 7ºC, 7ºE, 8ºB, 8ºC, 8ºD, 9ºA e 9ºC

com a colaboração dos professores: 
 Marta Villaverde, Carla Soares, Cristina Carvalho, Sandra Marques, Dolores Aparício, Tina Gregório, Margarida Sampaio, Cristina Domingues e Ana Alves 
foram lidos contos e poemas de diversos autores, nomeadamente:
Maria Alberta Menéres
Miguel Torga
António Gedeão
António Torrado
(...)
e ainda textos elaborados pelos alunos...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

24 de Outubro de 2011

DIA DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES

Hoje celebra-se no nosso país 
O DIA INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES

na nossa Biblioteca
as visitas guiadas programadas
tiveram de ser adiadas
pois finalmente
chegou o novo mobiliário...
a biblioteca está a ser reequipada...
vamos poder 
prestar mais e melhores serviços
a toda a comunidade escolar




sexta-feira, 14 de outubro de 2011

PÃO PARA TODA A HUMANIDADE


Pão

(...)
És Ação de homem
Milagre repetido, 
vontade da vida.

(...)
Do mar e da terra
Faremos pão,
Plantaremos de trigo
A terra e os planetas
O pão de cada boca
De cada homem, em cada dia
Chegará porque fomos
Semeá-lo E fazê-lo,
Não para um homem, mas
Para todos,
(...)Tudo
Nasceu para ser compartilhado,
Para ser entregue,
Para se multiplicar,
Por isso, pão,
Se foges Da casa do homem,
Se te escondem,
Se te negam,
Se o avarento
Te prostitui,
Se o rico
Te armazena,
Se o trigo
Não procura suco e terra,
Pão, Não rezaremos,
Pão, Não mendigaremos,
Lutaremos por ti com outros homens,
Com todos os famintos,
Por todos os rios, pelo ar
Iremos procurar-te,
A terra toda repartiremos
Para que tu germines,
E connosco
Avançará a terra:
A água, o fogo, o homem
Lutarão junto a nós.
(...)
Todos os seres Terão direito
À terra e à vida,
E assim será o pão de amanhã,
O pão de cada boca,
Sagrado,Consagrado,
Porque será o produto
Da mais longa e dura Luta humana.
Não tem asas
A vitória terrestre:
Tem pão sobre os seus ombros,
E voa corajosa
Libertando a terra
Como uma padeira
Levada pelo vento.
Pablo Neruda

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ALVES REDOL - ECOS DO RIBATEJO

Cancioneiro
As quadras que apresentamos
foram recolhidas em Alves Redol.
Cancioneiro do Ribatejo.
Centro Bibliográfico.
V. Franca de Xira: 1950



"Quem não tem olhado senão à superfície da nossa literatura, não crê que ao pé, por baixo, andava outra literatura que era a verdadeira nacional, a popular, a vencida, a tiranizada por invasores gregos e romanos."
Garrett


Abrantes

Adeus Castelo d'Abrantes
onde batem as trindades;
não se podem ter amores
só por causa das saudades

Naquele castelo d'Abrantes
muito custa ser soldado:
encostado a uma cana
muiti frio tenho passado.

Santo António de Lisboa
venha ver o que cá vai;
deu doença nas cachopas
que até o cabelo lhes cai.

Alcanena
Trigueirinha e engraçada,
sou filha de lavrador:
vou ao mato, vou à lenha,
quer assim o meu amor.

Minde
Serra de Santo António
Nâo há terra como Minde,
Serra como a de Alvados;
Festa como a das Virtudes,
onde cantam namorados.


Alcanena
Vai-te carta, vai-te carta,
que lindos olhos vais ver,
quem me dera ir agora,
onde esta carta vai ter.
(ver +)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sonhando, imaginando , aprendendo...


«- Queres viajar, Maria Flor?
Viajar é correr mundo,
voar mais alto que os pássaros
ou pisar o chão da Terra
ou as ondas do Mar Alto...
É ver bichos
de muitas cores e feitios,
montanhas,
rios
e ribeiros
e pessoas
e lugares...
Conhecer e descobrir,
inventar e duvidar
sabendo cada vez mais,
sem nunca pensar que basta
o mundo que se conhece.
E alargá-lo com amor
dentro de nós e dos outros.»

Alves Redol (1911-1969) foi um dos nomes cimeiros da literatura portuguesa do século XX. Os quatro livros que têm por personagem central Flor-Maria Flor foram originalmente publicados em finais da década de 60